quarta-feira, julho 25, 2007

La valse d'Amélie I


Depois da manhã fria
Triste e musical
Depois da tarde impossível em que
Entorpecida fui o mundo:
A noite onde flui a Rosa Sangüínea.
O jardim incandescente e inventado
Fluorescente e inacabado
A Rosa Sangüínea flui que flui para
O nunca
E me espreita pela fenda de mim:
Figura central no fluorescente jardim.
Escorro pela fenda
Escorro fria e fleumática
Fluvial e fantasmática
E no fluir nos encontramos, a Rosa e eu,
Para no hipotético fim
Nos perdermos de nós
Três bailarinas de pernas
Amarelas e compridas
Dançam sob o sinistro luar

Um comentário:

Franz Znarf disse...

tive a imprensao de ser quatro bailarina, rodopiei a valsa oferecida e tonto mesmo devo estar entao vejo vc como uma desta a dançar e logo, tres restam. Mas se uma for a lua sinistra? seria cinco e outra a ausentar nao é mesmo?